Pílulas

Uma cachoeira sempre jorra
ao fundo de que tudo
penso
e se intento
co’olhar procurá-la..

silêncio
não mais que

—————

Ah, lua…
Sua puta!
Ainda te pego
nas bocas da noite
e te aprisiono
– imensidão brilhante –
num obscuro olhar
de moça

—————-

A lua vai…
A lua vem…

teu olhar
– além –
nu vem

————-

À um pássaro
da poesia
asas
pra tudo
que é
dia

————-

Chuva em cima de mim
Vento ao lado da chuva
um oblíquo hai
kai em minha
orelha.

———————

Ao que só era ouvido
– língua ao lado –
agora pinto
em glande estilo
um novo lábio
no orifíssil em
que enfim o
falo:

gemido!
(por escrito)

——————-

O cu que finge um pfeido
faz do silêncio
um cheiro

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~ por jeffvasques em 05/03/2010.

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