um poema para criancinhas (2a versão)


tem noite
que algo não estala na prateleira
e o silêncio são antenas
se mexendo
nas baratas

tem noite
que é como
se minha avó
entrasse
se arrastando
pela sala

noites
em que
um telefone
toca toca toca
bem no meio
do nada

noites
em que você
nem olha
pra não ver
quem vai
– do espelho –
te olhar
de volta

noites
em que você se esforça
mas não lembra
se trancou
ou não
a porta

em que o melhor
a fazer
é fechar os olhos
prender o ar
e se fingir
de morta

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~ por jeffvasques em 08/04/2010.

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