Da crise I


1.
a lua nasce
sobre a luta
de classes

ignoram
estrelas
o escuro
que fazem

galáxias
inteiras
giram
à parte

prossegue
o universo
apesar
dos pesares

2.
com olhos
no céu
e pés
na cidade

entre
as fases
dos astros
e do capital

num ponto
ínfimo
entre a história
e a eternidade

aguardo
um ônibus
um cometa
um sinal.

Anúncios

~ por jeffvasques em 02/06/2011.

4 Respostas to “Da crise I”

  1. Jeff, muito bom! Belíssimo.

  2. Este poema é belo e sintético! Urbano. Sensível. Sóbrio.

    Aquele abraço,

    J.

  3. Jeff, vai de Cristália… Cometa é ruim! hehehe

    Muito bom teu poema. Sempre pensei sobre essa contradição da megalomania universal versus essa infima vidinha, que é enfim o que temos, nessa história de luta da humaninda contra ela mesma, a luta de classes… as vezes penso que viemos do atrito do pó do universo e que se as coisas giram por aí é porque querem se chocar… e somos assim também… sem naturalizar a luta de classes não hehehe, mas penso sobre isso… viemos do pó, espero que a ele nunca tenhamos que voltar… :)

  4. =) muito bom, “as vezes penso que viemos do atrito do pó do universo e que se as coisas giram por aí é porque querem se chocar” da letra de musica, hein! Abracao, jeff

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: