Vês?


Poeminha-historinha escrito pra Lelê (Helena) que vai nascer daqui duas ou três semanas, filha da querida Jujuba!

Vês?

Era uma vez
um tal
vez

tão sem
vez

tão ao re
vés

que ao in
vés

de acontecer
de vez

se enviesava
(pela enésima vez)

avesso
a ser assim,
de uma vez
por todas,
como queriam

E se perguntava afoita:
“Pra que
passar a vida
revezando?
Alguma vez
vez qualquer
foi a bola
da vez?”

não era
inúmeras
várias
nem muitas
como tantas
vezes
outras

era só

vez ou outra,
coisa pouca,
quando em vez
vez em quando

era no máximo
às vezes
se houvesse sorte…

(más línguas diziam
que era uma vez
na vida
outra na morte)

Vez em sempre
xingavam ele
“Seu revestrés!”

mas não dava vez
pra vezeria
das vezes

se orgulhava
de não ter vez
a cada nova vez
outra vez

vez
que era
a última
a primeira
e a única
vez

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~ por jeffvasques em 18/04/2012.

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