O punhal do orvalho


O PUNHAL DO ORVALHO
(Thiago de Mello)

Não sei mais ser sozinho e, todavia,
como de pão de solidão careço.
É dentro dela que consigo ver,
como no escuro um vôo de andorinha,
o que ainda é mesmo amor na vida minha.
É dentro do seu âmago molhado,
onde o silêncio é punhal de orvalho,
que vejo o rosto que eu não quero ver.
Na solidão me aprendo.
E me despeço
do que já fiz, para começar de novo
o que fazer quis tanto, e que não soube.

Anúncios

~ por jeffvasques em 22/01/2015.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: