Entrevista na “Revista Escrita”

•15/05/2015 • 2 Comentários

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Querid@s, a 2a edição da Revista Escrita – Literatura e Cultura com a temática “Mudanças” acabou de sair e eles fizeram uma entrevista comigo, sobre o que penso do mundo, da necessidade de sua transformação e da poesia nisso tudo… baixe a revista e prestigie esse trabalho tão raro e árduo, hoje em dia, de reunir e divulgar arte livremente! Obrigado aos esforços de Daniel Costa, João Paulo Moreto e toda equipe!
Emoticon wink
A revista pode ser baixada aqui: https://revistaescrita.files.wordpress.com/…/revista-escrit…

Errata: Na entrevista, aparece algumas vezes escrito Goulart, mas não se trata do presidente, mas sim do Gullar, poeta! ;) rsrs eles devem corrigir isso em breve!

Roque Dalton presente!

•14/05/2015 • Deixe um comentário


Roque-Dalton

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Roque Dalton presente! O lutador-poeta que mais admiro!
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Eupassarin

Hoje, 14 de maio de 2015, Roque Dalton, um dos maiores-poetas lutadores da América, faria 80 anos, e aqui celebramos sua vida e sua poesia com a tradução de seu poema “Canto a nossa posição”. Roque foi assassinado há 40 anos atrás, no dia 10 de maio, por seus próprios companheiros de partido, motivados por sua postura não dogmática, profundamente questionadora e rebelde. Apesar de sua enorme influência na poesia e inspiração na luta revolucionária, continua um quase desconhecido no Brasil. Roque Dalton presente!!!

“Roque Dalton era um homem que aos quarenta anos dava a impressão de um menino de dezenove. Tinha algo de criança, condutas de criança, era travesso, brincalhão. Era difícil saber e se dar conta da força, da seriedade e da eficácia que se escondiam detrás desse rapaz.” (Júlio Cortázar)

“Ninguém menos solene que Roque Dalton, ninguém mais capaz de fazer rir até nas horas negras, mais disposto a aventurar-se de peito aberto contra o perigo…” (Eduardo Galeano)

Ouça o poema “À Roque” feito por Mario Benedetti: https://www.youtube.com/watch?v=7eCwVeZLXQc

CANTO A NOSSA POSIÇÃO
(Roque Dalton, El Salvador, 1935-1975)
a Otto René Castillo

Nos perguntam os poetas de pavorosos bigodes,
os acadêmicos empoeirados, amigos das aranhas,
os novos escritores assalariados,
os que suspiram para que a metafísica dos caracóis
lhes cubra a impudicícia:

Que fazeis vós de nossa poesia açucarada e virgem?
Que, do suspiro atroz e dos cisnes puríssimos?
Que, da rosa solitária, do abstrato vento?
Em que grupo os classificaremos?
Em que lugar os enquadraremos?

E não dizemos nada.

E não dizemos nada.
E não dizemos nada.

Porque ainda que não digamos nada,
os poetas do hoje estamos em um lugar exato:
estamos
no lugar em que nos obrigam
a estabelecer o grito.
(Ah, como dou risadas dos antigos poetas
obstinados em vendar seus olhos
e em untar de pétalas e de passarinhos famélicos
a corcunda da dor desconcertante
que se monta sólida
em cima do ombro positivo universal
desde o primeiro amanhecer e do primeiro vento,
e que se esqueceram do homem)
Estamos
no lugar exato que a noite precisa
para ascender à aurora.
(Muitos poetas inclinaram suas insônias antigas
sobre a fácil almofada azul da tristeza.
Construíram cidades e astros e universos
sobre a anatomia medíocre
de um ninho de manequins cristalinos
e exilaram a voz elementar
em planos altíssimos, desnudados
da raiz vital e da esperança.
Mas se esqueceram do homem)
Estamos
no lugar onde se gesta definitivamente
a alegria total que se atará à terra.
(Ai, poetas,
Como pudestes cantar vergonhosamente
as abstratas rosas e a lua brilhante
quando se caminhava paralelamente ao litoral da fome
e se sentia a alma sepultada
de baixo de um vulcão de chicotes e cárceres,
de patrões bêbados, de gangrenas
e de obscuros desperdícios de vida sem estrelas?
Gritastes alegria
sobre um amontoado de cadáveres,
cantastes a plumagem mimada
e as cidades cegas
à toda sorte de tísicas amantes;
mas se esqueceram do homem)
Estamos
no lugar onde começa o estaleiro
que vai inundar os mares com sorrisos lançados.

(Ai, poetas que esquecestes do homem,
que esquecestes
de como doem as meias rasgadas,
que esquecestes
do final dos meses dos inquilinos,
que esquecestes
do proletário que ficou na esquina
com um bocejo eterno inacabado,
cheio de balas e sem sangue,
cheio de formigas e definitivamente sem pão,
que esquecestes
das crianças doentes sem brinquedos,
que esquecestes
do modo de tragar das mais negras minas,
que esquecestes
da noite de estréia das prostitutas,
que esquecestes dos choferes de taxi vertiginosos,
dos ferroviários
dos operários dos andaimes,
das repressões assassinantes
contra o que pede pão
para que não se morram de tédio
os dentes na boca,
que esquecestes
de todos os escravos do mundo,
ai, poetas,
como me doem
vossas estaturas inúteis!)

Estamos no lugar em que se encontra o homem.
Estamos no lugar em que se assassina o homem,
no lugar
em que os poços mais negros se submergem no homem.
Estamos com o homem
porque antes muitíssimo antes que poetas
somos homens.
Estamos com o povo,
porque antes, muitíssimo antes que maritacas alimentadas
somos povo.
Estamos com uma rosa vermelha entre as mãos
arrancada do peito para oferecê-la ao homem!
Estamos com uma rosa vermelha entre as mãos
arrancada do peito para oferecê-la ao homem!
Estamos com uma rosa vermelha entre as mãos
arrancada do peito para oferecê-la ao Povo!
Estamos com uma rosa vermelha entre as mãos
arrancada do peito para oferecê-la ao Povo!

(tradução de Jeff Vasques | para mais poesias de Dalton: https://eupassarin.wordpress.com/tag/roque-dalton/)

antologia

•08/05/2015 • Deixe um comentário


entre
ser-se

e ser
se…

todas as
estórias
de amor.

Curtinhas

•01/05/2015 • Deixe um comentário

mi
mimo

mi
nino:

míni
moh
in
o

im
im

———

a carne
é franca

———-

a vida das coisas
não são
coisas da vida

————–

lua alta…
tua falta
aclara.

Anunciação

•05/04/2015 • Deixe um comentário


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ANUNCIAÇÃO

I.
são tantos…

tantos os cordeiros
à tua mesa…

farta

farta ceia
de cristos
nesta páscoa…

vai…
tomai
desse sangue…

segue…
comei
desses corpos…

e nesse silêncio
de talheres
e copos

(desligaste
o noticiário,
é óbvio)

a paz
aos poucos
te preenche

oh, comunhão!

(não há
mais profunda
eucaristia
que a digestão)

e se algo lá dentro
ainda te incomoda,
caso seja necessário,
confessa
– como sempre –
no banheiro
teus pecados.

II.
quer
que eu
saia?

não somos dignos
de entrar em vossa morada?

não vos esqueçais
consertamos vossas casas…
seguramos tuas bandejas…
ensinamos teus filhos e
afiamos,
sim, afiamos
tuas facas…

sabemos tudo
o que aí se passa…
e como rezam a missa…

ah, vão chamar
a polícia?

nos prender?
nos matar? arrastar?
apagar? esquecer?
vão nos crucificar?

mas,
saibas…

ressuscitamos
todo santo dia
nas quebradas
(não só no terceiro)

somos Amarildos, Marighellas, Eduardos, Lamarcas…
somos Herzogs, Douglas, Heleniras, Cláudias…

estamos vivos, vivões,
em milhares de caras,
braços, olhos, falas,
corações…

e vai chegar o tempo
– teu apocalipse? –
em que vamos destruir
teu templo
e expulsar teus
vendilhões

(esses
que nos compram
e vendem como bois)

III.
come bananas…
reza teu terço…

finge
– enfim –
que não vês
nada…

mas
saibas

“não vim
trazer a paz,
mas a espada.”

(Jeff Vasques)

[À memória viva de: Helenira Rezende (1944-1972?) “desaparecida” durante a ditadura militar brasileira; Amarildo Dias de Souza (1965/66-2013?) “desaparecido” após ser levado por policiais militares da porta de sua casa; Carlos Margihella (1911-1969) assassinado pelos órgãos da ditadura brasileira; Claudia Silva Ferreira (1974-2014) arrastada por um camburão e assassinada por policiais militares; Carlos Lamarca (1937-1971) assassinado pelos órgãos da ditadura brasileira; Douglas Rafael da Silva Pereira (1989-2014) assassinado por policial militar; Vladimir Herzog (1937-1975) assassinado pelos órgãos da ditadura brasileira; Eduardo de Jesus (2005-2015) assassinado por policiais militares no Complexo do Alemão (RJ) e à memória viva de tantos outros “desaparecidos” e assassinados pela ditadura e pela democratura brasileira.]

Via-crúcis

•01/04/2015 • Deixe um comentário


VIA-CRÚCIS
(paixão e morte sob o romantismo)

I.
nos negamos três vezes
antes do sol
dar às claras

nos coroamos-de-espinhos
nos cuspimos à cara

armamos nossas
crucificações
sumárias

e milhares
de “Oh, por que me abandonastes?”
“Oh, por quê?”

II.
Sobre nosso
mútuo calvário,

sobre nossa
recorrente dor,

revoa alto
– ileso e farto –

esse abutre
branco

dito “santo”
espírito

amor.

contra o nada

•26/03/2015 • Deixe um comentário


contra
o Nada

contra
o Nunca

contra
a absurda
palavra
“Não!”

só a
surda

mão

noutra
mão

 
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